domingo, 11 de abril de 2010

I hate the world today...

Bom, hoje eu acordei com as forças (quase) renovadas.
Acordei modo de dizer, pois acordar, acordar mesmo só acordei depois que jantei.
Liguei meu player no último (às 20h os vizinhos a-m-a-r-a-m) e coloquei uma única música, que todos pensam ser da Alanis, mas não, é da Meredith Brooks... Bitch... Separei e cataloguei meus DVD's e meus livros também, organizei meus documentos e joguei fora todas as fotos das pessoas que deixaram de ser importantes para mim.
A música entrava pelos meus ouvidos, mas não era suficientemente alta para que eu não ouvisse os gritos na minha cabeça, com todas as mesmas indagações. Bom, elas que pediram, passei as mãos no fone de ouvido e pronto. Quero ver alguém gritar mais alto que isso!

Eu estava esperando que as batidas do violão vencessem a batalha. Mas foi em vão...
Talvez demore um pouco mais, talvez a falta de alguém pra me suturar, esteja me fazendo falta afinal...

Mas... o que se pode fazer? De repente as coisas podem mudar...
Nunca se sabe...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Um feitiço por dia

Um feitiço por dia,
É o que preciso pra me manter aquecida.
Um feitiço por dia,
E a vida sorri para mim novamente.
Vamos lá! não se perde o dom assim tão fácilmente,
Sorria, ergua sua varinha e deixe a magia fluir!
Junte seu caldeirão, vassoura e amuletos,
Dê adeus a tudo que te desconecta da essência...
E enfim, parta... deixe para trás o que passou...
Feche os olhos e deixe a dor escorrer...
E então, erga sua varinha...
Porque só preciso de um feitiço por dia pra me manter aquecida...
Um feitiço por dia,
É tudo o que eu preciso...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Tamanho Exato

E aquele abraço? Oh! aquele abraço,
Tinha o tamanho exato.
Tornou-se cada vez mais complicado
Não ter-me em seus braços
Tornou-se cada vez mais difícil
Não perder-me em seu rosto.
Vou assim, acompanhando seus traços,
Tão bem delineados... sempre expressivos e acentuados.
Mas por baixo das fortes linhas, sempre o cansaço...
Sempre uma fragilidade...
Sempre algo confuso, mal resolvido,
Sempre distante dos meus laços...
  Mas o seu abraço... seu abraço tinha o tamanho exato...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Rabisco

Nem tudo deve ser dito. Debatido, explicado.
Em momentos sutis, gestos podem ser sutis, devem ser sutis.
Existem momentos, em que o comentário destrói toda a ação.
É fazer, não é falar.
No fim... ter a razão não significa necessariamente que os outros tenham que saber dissso.

Ainda estou aprendendo... por vezes tropeço, mas a prática me fará boa nisso.

-_-'

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Lavar a alma


Eu quero mais é que chova
Eu quero mais é que você se foda
Eu quero mesmo é que você me atraia, me traia
Eu quero mais é que você caia.

Fotografia

O carro parou no fim da rua, sob a luz de um poste qualquer. As mãos apertaram o volante tentando amenizar a tensão.


Quanto tempo mais isso poderia durar? Um mês? Mais? Difícil dizer. Jogou a cabeça pra trás e bateu no encosto do banco com um barulho surdo. Respirou fundo e antes de deixar o ar sair, soltou o cinto e pulou pra fora do carro. Era sempre assim, toda vez que se aproximava dali era como se preparar para tomar um injeção, não é tão dolorido e tão pouco agradável.



Como sempre o portão estava encostado apenas. Passou por ele sem pensar e seguiu até a porta de cedro pesada. E ali, exitou. A mão esquerda congelada sobre a maçaneta e a direita apertando a alça da bolça junto ao quadril.



Ouviu um barulho do lado de dentro e cerrou os olhos tentando encontrar a coragem antes de que a visse. Puxou o ar novamente e apertou a mandíbula. Abriu os olhos, a maçaneta deslizava sob sua mão, então o sorriso malicioso em seu rosto foi estampado automaticamente.



“Aconteceu algo? Ouvi o carro, mas você não entrava, achei que...” - ele olhou por cima dos ombros magros da garota parada a sua frente, tentando achar o motivo do retardo.



“Não, achei que tinha esquecido o celular no carro, estava apenas conferindo.” - Levantou a bolsa num gesto frágil.

Os olhos de ambos transpiravam cumplicidade. Ela passou por ele com um andar quase suspenso. Sabia que quando entrasse, o rastro de seu perfume o faria segui-la. Jogou a bolsa no aparador e deixou escorregar o casaco por seus braços. Deixou-o junto a bolsa e se virou.

Pensou que o olhar dele sempre tinha um quê de fotografia... sempre procurando um ângulo perfeito, sempre registrando os jogos de cores e luzes. Já os olhos dela procuravam nos dele algo além de desejo.

Riu alto com seu pensamento, um misto de divertimento e prazer, e foi para a sala de TV. Era difícil não olhar pra ele, mas era mais difícil olhar e ver que tudo não passava de um cenário, e ela de uma modelo venerada. Não, ela não era uma modelo e era por isso que ele amava fotografá-la, era natural.

Quando acordava, a luz da manhã lhe concedia uma beleza extraordinariamente singela.

Sem interpretar ela era introspectiva, era sensual, era feliz... e segundo ele, as lentes gostavam dela, nunca eram desonestas... sempre retratavam-na com devota sinceridade.



Os dedos leves deslizaram sobre o aparelho de som e a música triste começou a se desenrolar no tenor italiano que tanto amava. Não sabia que ele também gostava de ópera.

Ora não sabia muito a respeito dele.

Puxou o grampo do cabelo e o deixou a cascata de ébano cair sobre os ombros brancos e nus. As mãos pesadas invadiram sua pele e a fizeram olhar para cima em seus olhos.

Estava feito, a injeção doeria no dia seguinte, quando acordaria sozinha naquela cama enorme e fria.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Não te quero mais.

Entenda, já tentei te dizer antes,
Não sou boazinha, nem sou legal,
Sou prática e péssima conselheira.
Não sei parabenizar grandes feitos,
Tão pouco demonstrar entusiasmo numa data comemorativa...
Gosto de Tequila na veia e Salsa nos pés...
Odeio romantismo barato -
(Mas aprecio o romance cinematográfico... sempre tão bucólico.)
Amo comprar, seja o que preciso ou não,
Não acredito que sou fútil...
Ouço tantas vezes a mesma música
Que chego a irritar os vizinhos.
Odeio cozinhar... mas não que eu realmente odeie ...
Odeio cozinhar o que não tenho vontade de comer...
Odeio cozinhar obrigatoriamente, obstinadamente;
Gosto de experimentar e trocar os ingredientes...
Odeio a Telefônica e sempre digo que vou cancelar meu speedy e o fone.
Nunca consigo, e não é o ótimo atendimento deles o que me faz mudar de ideia.
É que sou dependente da net.... depois de uma década com ela,
É como se fosse um membro que me dá equilíbrio.
Adoro grampear as coisas... e depois xingo Deus e o mundo...
Saca, pra tirar os grampos preciso ferrar minhas unhas.
Odeio escolher roupa pra sair...
Adoooooro escolher roupa pra sair.
Sou viciada em sapatos...
E em DKNY
Tenho medo de andar de moto...
Sou intolerante a lactose...
E nunca, jamais sonhei em passar a vida com alguém...
Foi mal.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

-Dá-me um beijo!


Não deviam perdir-se beijos, mas os pedidos têm outro sabor. A necessidade de um beijo a ponto de pedir, lhe dá uma brancura inexplicavelmente atraente.

E então, existe o momento de reflexão... Nesse momento se decide o que fazer, conceder ou não o beijo que passou de desejado a necessitado.
Você pode negar, mas quando os lábios falam não e os olhos dizem sim, está tudo irremediavelmente perdido.

Negar-se a um beijo pedido, é perder-se num absimo infinito.

E foi num raro momento em que a cabeça não pensa e o coração sente, que me perdi num beijo pedido, que muito tardio, sentido.





(Comentário pessoal: Nesse projeto, tem quatro mãos, a idéia inicial é do DK, ele teve a idéia, mas não saia da cabeça então, dei uma mãozinha... lol)

Oitavo

Posso te dar prazer imediato,
Posso te dar um prazer bem ordinário,
Livre de regras e de juras de amor eterno...
Um prazer delicado,
Um prazer ilícito,
Um prazer amargo.
E quando eu sair da sua cama,
Levarei apenas a satisfação.
Pois quando eu sair da sua cama,
Após provar os sete pecados,
Me conhecerá por oitavo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Passos e Descompassos

Não tem como não pensar em você onvindo essa música... Aliás, não tem como não pensar em você com outras tantas músicas que chego a pensar que isso é só uma desculpa para pensar em você.

Bobagem! - é tão natural e tão leve que não pode ser algo premeditado.

Penso, lembro, relembro, crio, invento... ensaio cenas que sei que nunca vamos viver.


Por isso me contento com o mundo inventado em que essa música se repete a cada ato, mesmo que seu toque não me arrepie a pele como já o fez.

Hoje me entristeço pelo futuro que não vivi e pela certeza de que daria certo. Você sabia, você sabe, você sente. Ou sentia, não sei. Mas não esperarei sua resposta tambem.

Por isso a música se repete, me persegue. Porque ninguém se deu ao trabalho de apertar o stop. Por preguiça, medo ou esperança, não sei... mas a ação não veio de nenhum de nós. E quando me canso e tento mudar o disco, ela ecoa num gesto de um estranho que me lembra o seu, a cada mania sua que se tornou minha, a cada piadinha infame que só você veria graça... a cada vez que falo com você e sei exatamente o que vai dizer ou fazer.

Já me desprendi há muito desse medo de desligar o som, apagar as luzes e dar adeus a essa insegurança, mas a adrenalina do incerto me prende a essa história que daria certo, mas não deu.

Não vou desistir e tão pouco insistir, até porque se tivessemos vivido essa história, talvez hoje não sentisse esse frio na barriga quando você fala comigo.

Mas vou seguir adiante, mesmo com o eco da música em minha mente. Quem sabe um dia, com o costume, ela se misture com o compasso do meu coração e faça parte da sinfonia da minha vida com sua letra desenhando um eterno descompasso.