quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Não te quero mais.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
-Dá-me um beijo!

E então, existe o momento de reflexão... Nesse momento se decide o que fazer, conceder ou não o beijo que passou de desejado a necessitado.
Você pode negar, mas quando os lábios falam não e os olhos dizem sim, está tudo irremediavelmente perdido.
Negar-se a um beijo pedido, é perder-se num absimo infinito.
E foi num raro momento em que a cabeça não pensa e o coração sente, que me perdi num beijo pedido, que muito tardio, sentido.
Oitavo
Livre de regras e de juras de amor eterno...
Um prazer delicado,
Um prazer ilícito,
Um prazer amargo.
E quando eu sair da sua cama,
Levarei apenas a satisfação.
Pois quando eu sair da sua cama,
Após provar os sete pecados,
Me conhecerá por oitavo.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Passos e Descompassos
Não tem como não pensar em você onvindo essa música... Aliás, não tem como não pensar em você com outras tantas músicas que chego a pensar que isso é só uma desculpa para pensar em você. Bobagem! - é tão natural e tão leve que não pode ser algo premeditado.
Penso, lembro, relembro, crio, invento... ensaio cenas que sei que nunca vamos viver.
Por isso me contento com o mundo inventado em que essa música se repete a cada ato, mesmo que seu toque não me arrepie a pele como já o fez.
Hoje me entristeço pelo futuro que não vivi e pela certeza de que daria certo. Você sabia, você sabe, você sente. Ou sentia, não sei. Mas não esperarei sua resposta tambem.
Por isso a música se repete, me persegue. Porque ninguém se deu ao trabalho de apertar o stop. Por preguiça, medo ou esperança, não sei... mas a ação não veio de nenhum de nós. E quando me canso e tento mudar o disco, ela ecoa num gesto de um estranho que me lembra o seu, a cada mania sua que se tornou minha, a cada piadinha infame que só você veria graça... a cada vez que falo com você e sei exatamente o que vai dizer ou fazer.
Já me desprendi há muito desse medo de desligar o som, apagar as luzes e dar adeus a essa insegurança, mas a adrenalina do incerto me prende a essa história que daria certo, mas não deu.
Não vou desistir e tão pouco insistir, até porque se tivessemos vivido essa história, talvez hoje não sentisse esse frio na barriga quando você fala comigo.
Mas vou seguir adiante, mesmo com o eco da música em minha mente. Quem sabe um dia, com o costume, ela se misture com o compasso do meu coração e faça parte da sinfonia da minha vida com sua letra desenhando um eterno descompasso.
